Letras em Lisboa: Germano Almeida e as "verdades da História"

Para o nosso cronista e escritor Germano Almeida, as verdades "são muitas" e escrever uma biografia qualquer implica sempre "ficar enquadrado num certo rigor histórico e de factos".

 

Entenda-se que rigor e ditadura de factos não são propriamente elementos que constem da escrita do autor de "O Testamento  do Sr. Napomuceno".

 

No segundo dia do colóquio Letras em Lisboa II, que decorreu no Teatro São Luiz e organizado pela Casa Fernando Pessoa, Germano Almeida dividiu o painel Literatura, história e biografia com os escritores Fernando Morais (biógrafo de Paulo Coelho) e Leonor Xavier, com a moderação da brasileira Lúcia Araújo.

 

Germano  refereriu a sua experiência que foi escrever Viagem pela História de Cabo Verde (editado em Portugal pela Caminho), em que o principal objectivo foi "escrever sobre a História de Cabo Verde numa linguagem mais próxima das pessoas". No entanto, confessa, quando acabou o livro "disse às pessoas para não acreditarem em tudo o que escrevi".  

 

Fernando Morais, jornalista e escritor brasileiro, falou da experiência que foi escrever uma biografia de Paulo Coelho, o escritor de língua portuguesa mais lido no mundo. "Fiquei sem saber como começar, pois que o Paulo Coelho é uma espécie de Mick Jagger dos livros, uma espécie de fenómeno pop".

 

Morais, também autor de uma biografia de Chateaubriand (um gigante da imprensa brasileira do século XX) contou como decidiu iniciar a vida de Paulo Coelho como se uma "câmera o seguisse num tour pela Europa Oriental.

 

publicado por Joaquim Arena às 12:29 | link do post