Da Pedra e da Palabra, Galiza, Outubro

Foto tirada em Pontevedra, após recepção na Deputación.

 

O melhor destes encontros com nomes pomposos (Bienal de Literatura Internacional) são as figuras que acabamos por conhecer. Para além do vinho e da comilança, pois claro. Na gótica Santiago de Compostela apareceram escribas, como o nervoso Kanat (Kazaquistão) revoltado contra a invasão da língua russa no seu país; o sorridente Solomon (Etiópia), Subhru, o verdadeiro arnaca do elefante Salomão, de Saramago, de Bengala (Índia) - que merecerá aqui um destaque especial, - e outros das Filipinas, Irão, Benim, Angola... numa Babel passeada de autocarro pullman das Rias Baixas à Finisterra.

 

 

Em vez de  darmos a conhecer o nosso trabalho, vemo-nos numa espécie de Festival da Eurovisão das Letras, onde cada um é empurrado para o papel de representante do torrão natal (sem qualquer tipo de mandato para o efeito). Justo Belokia, poeta de Bioko, na Guiné-Equatorial e o olhar arguto do professor Quiroga, lusitanista da Universidade de Vigo.

 

 

Gao Xijiang (1940, Jianxi, China) Nobel da Literatura de 2000, a estrela maior da companhia, desceu da sua "Montanha da Alma" para mariscar nas Rias Baixas e provar o Alvariño, pelo meio-dia. Encantou-se com a cultura galega. E essa terra, esse país, com o nome estranho de Cabo Verde: "Ah! Cesariá Evorrá?"...

 

 

publicado por Joaquim Arena às 16:14 | link do post | comentar